União, Estado e Município ampliam integração para proteger corredores logísticos do Rio

União, Estado e Município ampliam integração para proteger corredores logísticos do Rio

Reunião, com o secretário de Polícia Militar, Sylvio Guerra, definiu governança e elaboração dos primeiros Planos Operacionais Integrados para combater crimes nos principais eixos de circulação do estado

Por Wellington Serrano

A União, o Governo do Estado do Rio de Janeiro e os municípios avançam na integração das ações de segurança para proteger os principais corredores logísticos fluminenses. Nesta quinta-feira (17), uma reunião realizada no Escritório Nacional Antifacção do Rio de Janeiro (ENA/RJ) definiu a estrutura de governança e a elaboração dos primeiros Planos Operacionais Integrados (POIs).

O encontro faz parte do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Governo Federal e o Estado do Rio para ampliar a atuação conjunta no enfrentamento ao crime organizado e na proteção dos principais eixos logísticos. A reunião marcou o início da fase de implementação das medidas previstas no acordo.

Os Planos Operacionais Integrados serão elaborados a partir de diagnósticos e dados compartilhados pelas instituições. Os documentos deverão estabelecer áreas prioritárias, responsabilidades de cada órgão, capacidades operacionais, formas de comunicação, compartilhamento de informações, uso de tecnologias, indicadores e cronogramas.

Ações conjuntas

A estratégia reúne órgãos federais e estaduais, incluindo a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e as forças de segurança do Rio de Janeiro.

Além do planejamento, as instituições devem manter e ampliar ações de policiamento, fiscalização, inteligência e investigação nos corredores considerados prioritários, respeitando as atribuições legais de cada órgão.

Entre os principais eixos incluídos no acordo estão a Avenida Brasil, Linha Vermelha, Linha Amarela e os acessos ao Porto do Rio de Janeiro e ao Aeroporto Internacional Tom Jobim. Outros corredores poderão ser incorporados posteriormente, conforme avaliações técnicas e decisões do Comitê Gestor.

O trabalho tem entre os objetivos o combate a roubos de cargas e veículos, receptação e outros crimes patrimoniais, além da identificação e desarticulação de organizações criminosas que utilizam esses corredores para circulação de armas, drogas, mercadorias ilícitas e recursos provenientes de atividades criminosas.

Governança

A reunião também definiu a estrutura responsável por acompanhar a execução do acordo, com a criação de um Comitê Gestor e um Grupo Técnico Permanente. O grupo ficará responsável pela análise das informações disponíveis, identificação das principais vulnerabilidades e levantamento das capacidades operacionais e tecnológicas existentes.

Outros órgãos poderão participar do trabalho de acordo com as necessidades identificadas, entre eles Receita Federal, Coaf, ANTT, Antaq, Dnit, Senatran, administrações portuárias e aeroportuárias, Ministério Público Federal, Ministério Público do Estado do Rio e Detran-RJ.

A proposta é transformar a atuação conjunta entre os órgãos em um modelo permanente de planejamento, com responsabilidades definidas, troca de informações e acompanhamento dos resultados. A estrutura também poderá permitir a ampliação das ações para outros corredores logísticos do estado.