Senador do MDB ficou em terceiro lugar na disputa e deixará o Congresso Nacional após quatro mandatos consecutivos
Por Wellington Serrano
Uma das mais longas trajetórias políticas do Senado Federal chega ao fim. Renan Calheiros (MDB-AL) não conseguiu se reeleger nas eleições deste domingo (4) e ficará fora da Casa a partir de 2027. O senador terminou a disputa em terceiro lugar, atrás de Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB), que conquistaram as duas vagas de Alagoas.
Renan Calheiros estava no Senado desde 1995 e buscava o quinto mandato consecutivo. Ao longo de 32 anos no Congresso, ocupou posições de destaque na política nacional, incluindo a Presidência do Senado em três períodos: de 2005 a 2007 e novamente entre 2013 e 2017.
Na apuração deste domingo, Arthur Lira e Marina JHC ficaram com as duas vagas destinadas a Alagoas. Com 100% das urnas apuradas, Lira recebeu 28,87% dos votos válidos, enquanto Marina alcançou 28,80%. Renan terminou em terceiro lugar.
A derrota encerra uma sequência de quatro eleições vitoriosas de Renan para o Senado. Ele foi eleito pela primeira vez em 1994, tomou posse em 1995 e conseguiu a reeleição em 2002, 2010 e 2018. Na última disputa, em 2018, recebeu 621.562 votos, correspondentes a 23,88% dos votos válidos.
O resultado também representa uma mudança importante no cenário político de Alagoas. Arthur Lira, ex-presidente da Câmara dos Deputados, e Marina JHC, esposa do governador eleito João Henrique Caldas, o JHC, passam a ocupar as duas cadeiras do Estado no Senado.
A eleição de 2026 também foi marcada por uma derrota da família Calheiros na disputa pelo governo estadual. Renan Filho (MDB), filho do senador e ex-governador de Alagoas, perdeu a eleição para JHC, que foi eleito governador no primeiro turno.
Com a derrota para o Senado, Renan Calheiros encerra uma das mais extensas permanências de um político no Congresso Nacional. A partir de 2027, depois de mais de três décadas de atuação parlamentar, o histórico senador alagoano deixará de ocupar uma cadeira no Senado Federal.

