Artefato foi localizado durante ação na Rua Sessenta e Dois; prática é considerada crime ambiental e pode provocar incêndios
Policiais do Comando de Polícia Ambiental (CPAm) apreenderam um balão de aproximadamente oito metros durante uma ação na Rua Sessenta e Dois, em Itaipuaçu, Maricá. O artefato foi recolhido pelas equipes e encaminhado para os procedimentos previstos pelas autoridades.
A apreensão chama atenção para o risco provocado pela soltura de balões, principalmente em áreas próximas a vegetação e regiões residenciais. A prática é proibida pela legislação brasileira e pode provocar incêndios de grandes proporções, além de representar risco para a rede elétrica e para aeronaves.
O artigo 42 da Lei Federal nº 9.605/1998 estabelece como crime fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios em florestas, demais formas de vegetação, áreas urbanas ou assentamentos humanos. A pena prevista é de detenção de um a três anos, multa ou ambas as penalidades.
Outros casos em Maricá e na região
A apreensão em Itaipuaçu não é um caso isolado. Em maio deste ano, policiais ambientais apreenderam dois balões em diferentes pontos de Maricá. Um deles, de aproximadamente cinco metros, foi localizado em uma área de restinga de Itaipuaçu. O outro caiu próximo à Lagoa de Jaconé. As duas ocorrências foram registradas na 82ª DP (Maricá).
Em abril de 2024, também em Itaipuaçu, agentes do CPAm apreenderam um balão de aproximadamente quatro metros que estava em queda na Rua Pioneiro. Na ocasião, ninguém foi preso.
O histórico de ocorrências é ainda mais antigo. Em 2014, uma operação contra grupos de baloeiros fechou uma fábrica clandestina no distrito de Inoã, em Maricá. No local, os agentes encontraram seis balões de grande porte, sendo um com mais de 20 metros de altura e outro de 17 metros, além de materiais usados na fabricação dos artefatos.
Niterói também registra apreensões
Em agosto deste ano, policiais do 6º Grupamento de Polícia Ambiental apreenderam um balão de aproximadamente 12 metros em uma área de mata no Engenho do Mato, em Niterói. O artefato foi localizado após uma denúncia sobre a queda do balão. Pessoas que acompanhavam o material fugiram de motocicleta antes da abordagem policial.
O caso ocorreu em uma região próxima ao Parque Estadual da Serra da Tiririca, área de importância ambiental entre Niterói e Maricá.
Mais de 40 balões apreendidos no RJ
A dimensão do problema também aparece nos números estaduais. Segundo levantamento divulgado pela Agência Brasil, a Polícia Militar apreendeu 31 balões em diferentes cidades do Rio de Janeiro entre 7 de maio e 15 de junho de 2026. No acumulado desde o início do ano até 15 de junho, eram 42 artefatos apreendidos.
Durante as operações, policiais também encontraram materiais utilizados na fabricação e soltura dos balões, como maçaricos, botijões de gás, estruturas metálicas, explosivos e bandeiras de grande porte.
Além do risco de incêndios em áreas de mata e regiões urbanas, os balões podem atingir redes elétricas e apresentar perigo para a aviação. A orientação das forças de segurança é que a população denuncie a fabricação, o armazenamento ou a soltura desses artefatos.
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