Tapete de Sal de São Gonçalo avança para se tornar patrimônio imaterial do Estado

Tapete de Sal de São Gonçalo avança para se tornar patrimônio imaterial do Estado

O presidente da Alerj, Douglas Ruas, busca o reconhecimento do tapete que usa aproximadamente 50 toneladas de sal

Por Wellington Serrano Gomes

O Tapete de Sal de São Gonçalo, considerado o maior da América Latina, vai poder ser reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. É o que prevê um projeto de lei de autoria do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Douglas Ruas (PL), aprovado em segunda discussão nesta terça-feira (09/06).

O texto vai seguir para análise do governador, que terá 15 dias úteis para sancionar ou vetar a proposta. Segundo o parlamentar, essa tradição faz parte da memória afetiva da população.

“Desde criança acompanho a confecção dos tapetes ao lado dos meus pais. Ver essa manifestação de fé, união e dedicação tomando as ruas todos os anos é emocionante. O projeto que apresentamos é uma forma de reconhecer oficialmente a importância cultural e religiosa dessa celebração para o nosso povo”, declara Ruas.

O Projeto de Lei tramita na Casa Legislativa sob o número: 1282/23.

Tradição cultural e religiosa

Tradicional manifestação religiosa de Corpus Christi em São Gonçalo, o tapete é confeccionado há 29 anos e se estende por cerca de dois quilômetros entre a Rua Coronel Moreira César e a Rua Nilo Peçanha. Nesse percurso, são produzidos cerca de 240 tapetes e a montagem mobiliza mais de 6 mil voluntários, atraindo fiéis da Arquidiocese que integram os municípios de Niterói e Itaboraí. Nas celebrações deste ano, foram utilizados aproximadamente 50 toneladas de sal, além de serragem colorida, pedrarias, tintas e pó de café.

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