Audiência Pública na Alerj, na sexta 16, marca os cinco anos da morte do jovem gonçalense

Audiência Pública na Alerj, na sexta 16, marca os cinco anos da morte do jovem gonçalense

A 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, marcou o julgamento em segunda instância para esta terça-feira (13/5)

No próximo dia 16 de maio (sexta-feira), às 10 horas, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), através do deputado Professor Josemar (PSOL), vai realizar uma audiência pública sobre o caso João Pedro.

A audiência vai marcar os cinco anos da morte do adolescente e tem o objetivo de ouvir a família de João Pedro, renovar a visibilidade do caso e indicar encaminhamentos para reverter a decisão da Justiça do Rio, que, em julho passado, absolveu os policiais Mauro José Gonçalves, Maxwell Gomes Pereira e Fernando de Brito Meister da Core- Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil do Rio de Janeiro, acusados da morte do adolescente.

A 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, marcou o julgamento em segunda instância para esta terça-feira (13/5). No mesmo dia será realizado o “Ato Justiça para João Pedro”, às 10h, em frente ao Tribunal, na Avenida Erasmo Braga, no Centro do Rio, com o objetivo de pedir que os réus sejam levados a júri popular.

Entre os convidados para a audiência pública estão os pais de João Pedro, Rafaela Matos e Neilton Pinto; Pedro Carriello, que é o defensor público do caso João Pedro; o deputado federal Pastor Henrique Vieira (Psol); Mônica Alckmin e Márcia Gatto, do Conselho Estadual da Criança e do Adolescente; e Eufrásia Maria Souza, da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro; o ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ, Italo Pires; e Maria Inez da ONG Rio de Paz.

Também estarão presentes representantes do Ibase – Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas; do IDPN – Instituto de Defesa da População Negra; do Instituto Fogo Cruzado e mães que perderam filhos por conta da violência estatal.

Relembre o Caso

O adolescente de 14 anos, João Pedro Mattos, foi baleado no dia 18 de maio de 2020 com um tiro de fuzil durante uma operação das polícias Civil e Federal no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.

A casa onde o jovem estava com amigos e primos foi invadida por policiais, que segundo a família entraram atirando. O adolescente chegou a ser socorrido, mas não resistiu. De acordo com a Polícia Civil, naquele momento acontecia uma operação conjunta entre as polícias federal e civil que buscava cumprir dois mandados de busca e apreensão contra líderes de uma facção criminosa que atuava na localidade.

Os policiais foram indiciados pela Polícia Civil e a Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP/RJ), tornando-os réus por homicídio duplamente qualificado. Entre os fatos levantados pelo MPRJ, está o de que, enquanto aguardavam a chegada dos peritos da Delegacia de Homicídios de São Gonçalo (DHNSG), os policiais alteraram o local do crime.

No ano de 2024 o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ/RJ), por decisão da juíza Juliana Bessa Ferraz Krykhtine, absolveu os policiais com o argumento de que não havia provas suficientes que sustentassem a continuidade do processo. O Ministério Público do Rio de Janeiro recorreu da decisão para que houvesse o novo julgamento agora marcado.

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