Os agentes civis da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) investigam
A Polícia Civil deflagrou, nesta segunda-feira (10), a Operação Caixa-Preta para desarticular um esquema criminoso que mantinha sites destinados à venda de dados pessoais, cartões clonados e ferramentas usadas em fraudes pela internet. Um dos principais investigados foi localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde os agentes apreenderam celulares, notebook, cartões bancários e chips de telefone.
A investigação teve início a partir de um relatório de inteligência cibernética que identificou um conglomerado de sites utilizados para oferecer produtos e serviços voltados à prática de diferentes crimes.
Durante as diligências, os policiais encontraram indícios de comercialização de dados sigilosos, compra e venda de bases de informações pessoais, cartões de crédito clonados e ferramentas conhecidas como “checkers”. Esses programas são utilizados para testar vulnerabilidades em sistemas de instituições bancárias e obter informações que podem ser exploradas posteriormente em golpes e fraudes.
Com base em um trabalho técnico de rastreamento digital e financeiro, foi possível identificar um dos principais envolvidos no esquema, apontado como responsável pela coordenação e manutenção de parte da estrutura utilizada para a comercialização de dados e ferramentas. As diligências também apontaram movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelo indivíduo. Empresas vinculadas a ele teriam movimentado valores superiores ao faturamento anual informado. Ele possui, ainda, outras anotações criminais e responde a procedimentos relacionados a crimes cibernéticos, inclusive em outros estados.
Durante as diligências realizadas nesta segunda-feira, os policiais localizaram o homem em um imóvel na Baixada Fluminense. No local, foram apreendidos oito celulares, um notebook, diversos cartões bancários e chips de telefone.
As investigações continuam para identificar todos os integrantes da organização criminosa, rastrear o fluxo financeiro dos valores obtidos com as fraudes e reunir novos elementos probatórios que contribuam para a completa elucidação dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.
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