O resultado significou a primeira vitória do Vasco no Brasileirão
Vasco venceu o Palmeiras por 2 a 1, de virada, e começou em alta a era Renato Gaúcho como treinador. O duelo pela quinta rodada do Brasileirão, em São Januário, premiou mudanças do técnico para o segundo tempo.
Se Flaco López abriu o placar para o Palmeiras, a virada vascaína veio com Thiago Mendes e Cuiabano. O time conseguiu um respiro, chegou a cinco pontos e saiu da zona de rebaixamento.
Já o Palmeiras estacionou nos dez pontos e deve perder a liderança para o São Paulo. O jogo foi observado in loco por membros da comissão técnica da seleção brasileira. Na próxima rodada, o Palmeiras recebe o Mirassol, domingo, às 18h30. Já o Vasco visita o Cruzeiro, no mesmo dia, às 20h30.
Renato Gaúcho tratou de adotar uma nova formação para tentar virar a página Fernando Diniz no Vasco. O Vasco foi um time mais seguro no meio-campo, com três volantes e sem um camisa 10. Por isso, recorreu a Hugo Moura como volante mais recuado, contando ainda com Thiago Mendes e Tchê Tchê no setor.
Quando o Vasco tinha a bola, Nuno Moreira passava da ponta direita para o meio, abrindo o corredor para a passagem de Paulo Henrique.
Já o Palmeiras ficou mais na defesa ao longo do primeiro tempo, mas soube se precaver para afastar os cruzamentos vascaínos e a iniciativa de Andrés Gómez pela ponta esquerda. Por vários momentos, Arias foi responsável por marcar o veloz compatriota vascaíno, ajudando Khellven a preencher a linha defensiva.
O nível de letalidade do Palmeiras, por outro lado, foi muito alto. Em uma das poucas saídas para o ataque, Flaco López, driblou Lucas Piton na ponta direita e acertou um chutaço no cantinho de Léo Jardim, já aos 40 minutos do segundo tempo.
O gol palmeirense deflagrou vaias a Lucas Piton, criticado pela torcida já há vários jogos. Xingado tal qual Coutinho no fatídico jogo de despedida, o lateral-esquerdo nem voltou para o segundo tempo. Renato Gaúcho voltou com Cuiabano na posição.
A reclamação da arquibancada não parou por aí. Bastou Tchê Tchê levar um amarelo que parte da torcida puxou: “Ei, Renato, tira o Tchê Tchê”. E olha que dos pés do meio-campista tinha saído o chute mais perigoso até então.
O treinador seguiu a ideia aos 11 minutos do segundo tempo, quando também sacou Nuno Moreira. A aposta foi em Rojas e Adson, jogadores mais ofensivos e verticais. Apesar das dificuldades técnicas de alguns jogadores, o ímpeto vascaíno era maior do que o palmeirense. Mas era preciso que uma jogada, pelo menos, encaixasse.
E isso aconteceu aos 17 minutos, em uma boa tabela de Thiago Mendes com David. O volante saiu na cara de Carlos Miguel e tocou com categoria no canto, empatando o jogo.
O Palmeiras não tinha saída para reduzir a temperatura do caldeirão de São Januário, que passou a acreditar, de fato, na virada.
Isso se refletiu nas alterações seguintes. Enquanto o Palmeiras, do suspenso Abel Ferreira, foi de Luighi no lugar de Felipe Anderson e Allan no lugar de Flaco, o Vasco apostou em Spinelli para substituir David.
Aos 28 minutos, Cuiabano justificou a substituição de Renato Gaúcho no intervalo. Ele iniciou a jogada, trabalhou com Gómez e depois aproveitou a sobra dentro da área, com Carlos Miguel já fora do gol. Foi a virada, àquela altura, merecida.
Só então o Palmeiras saiu mais para o jogo. Mas também não de forma inspirada. A jogada certeira isolada que Flaco fez no primeiro tempo não se repetiu. O Vasco se sustentou diante do chuveirinho visitante e fez a festa com o novo técnico.
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