Deam prende em São Gonçalo acusado de perseguir e ameaçar vítima na internet

Deam prende em São Gonçalo acusado de perseguir e ameaçar vítima na internet

Fim do pesadelo: Deam interrompe perseguição que durava quase uma década

Os policiais civis da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) Nova Iguaçu prenderam, nesta quarta-feira (11/03), em São Gonçalo, um homem que perseguiu e ameaçou uma jovem por quase 10 anos de forma reiterada. O que começou como uma interação online se transformou em um ciclo de chantagens e coerção psicológica.

De acordo com as investigações conduzidas pela Deam, um homem utilizou múltiplas identidades digitais, para chantagear e ameaçar a vítima durante oito anos. Conforme o apurado, o criminoso se escondia atrás de dezenas de nomes, e-mails, números de telefone e perfis falsos no ambiente virtual.

Ele iniciou a perseguição em 2016, quando a vítima tinha apenas 12 anos. O primeiro contato entre eles ocorreu em um grupo de mensagens sobre anime e RPG, em uma rede social. Desde então, a menina começou a ser ameaçada e, mesmo ao tentar cessar o contato com esse homem, foi surpreendida com ataques de outros perfis nas redes. Ao longo dos anos, o criminoso apresentava o mesmo modus operandi: ele ameaçava a vítima, desaparecia e depois reaparecia com uma nova identidade.

Durante as ameaças, o homem afirmava que possuía imagens íntimas da vítima, além de conseguir acesso indevido às redes sociais da menina. Em diligências, os agentes identificaram dezenas de e‑mails, números de telefone e contas em redes sociais interligadas entre si. Além disso, plataformas digitais e sites de conteúdo adulto foram utilizados como instrumentos de intimidação.

Em 2025, o criminoso iniciou intimidações por outros meios e passou a enviar transferências bancárias no valor de R$0,01 à vítima, acompanhadas de mensagens insistentes para restabelecer contato. O criminoso chegou a criar um canal em uma rede social com o nome da menina, além de perfis em plataformas adultas, enviando deliberadamente os links para a vítima.

O objetivo, segundo os agentes, não era financeiro, mas psicológico. O criminoso queria reincidentemente humilhar, reafirmar poder e demonstrar que a vítima jamais estaria fora de alcance.

Paralelamente, documentos pessoais, endereços residenciais e vídeos íntimos antigos da menina passaram a circular entre familiares da vítima, que também foram alvos da ação. A mãe de jovem afirmou que recebeu mensagem nas quais o suspeito dizia ter enviado pessoas para vigiar e invadir a residência da família. Uma prima dela recebeu imagens íntimas da vítima por meio de um perfil falso criado com o nome de uma parente próxima.

Após intenso trabalho de inteligência estratégica da unidade, o criminoso foi identificado e localizado. Contra ele, foi cumprido um mandado de prisão preventiva. O celular do homem foi apreendido e passará por perícia. Em depoimento, o criminoso confessou o crime e disse ter solicitado e recebido imagens da vítima quando ela ainda era menor de idade, além de ter mobilizado terceiros para intimidar a família.

As investigações prosseguem para identificar possíveis novas vítimas e localizar todos os envolvidos no esquema criminoso.

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