Chefe da emergência do Complexo Hospitalar de Niterói, Thiago Mattos, orienta sobre atitudes importantes para evitar acidentes durante a virada do ano
Com a chegada do Réveillon, aumentam também os acidentes envolvendo fogos de artifício. Embora comuns nas celebrações, esses artefatos podem causar queimaduras graves e até amputações quando utilizados de forma inadequada ou quando não possuem qualidade comprovada.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), uma em cada dez vítimas de acidentes graves com fogos sofre amputação de membros superiores, principalmente dos dedos e das mãos, geralmente, por causa da explosão antecipada do dispositivo.
O chefe da emergência do Complexo Hospitalar de Niterói, Thiago Mattos, da Rede Américas, explica que, diante de queimaduras leves, a primeira medida é lavar a região em água corrente e evitar qualquer tipo de receita caseira. Ele reforça a importância de procurar atendimento médico para avaliação e indicação do tratamento adequado.
“A gravidade da queimadura depende do local e da profundidade da lesão. Em hipótese alguma tente retirar roupas ou objetos que estejam grudados na pele, não utilize produtos caseiros, como manteiga, pasta de dente, café ou sal, e jamais estoure as bolhas. Também não se deve aplicar gelo, pois o frio extremo pode irritar e agravar a lesão”, destaca o especialista.
Além das queimaduras, os fogos de artifício também representam um risco significativo de lesões ortopédicas complexas. Segundo o ortopedista Rodrigo Mota, os membros superiores estão entre os mais afetados.
“Explosões podem provocar fraturas complexas, fraturas expostas e amputações traumáticas de dedos e mãos, além de lesões graves em tendões, nervos e vasos sanguíneos. Mesmo quando a pele parece pouco acometida, o impacto pode causar danos profundos às estruturas ósseas e articulares, comprometendo de forma definitiva a função do membro”, explica o médico.
O especialista alerta ainda que, em crianças e adolescentes, o risco é ainda maior.
“O trauma pode atingir as cartilagens de crescimento, resultando em deformidades e limitações funcionais ao longo da vida. Por isso, qualquer acidente com fogos deve ser avaliado imediatamente por uma equipe especializada, já que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são decisivos para preservar função, mobilidade e qualidade de vida”, ressalta Mattos.
Ele reforça que, diante de queimaduras leves, a primeira medida é lavar a região em água corrente e evitar qualquer tipo de receita caseira. Ele destaca a importância de procurar atendimento médico para avaliação e indicação do tratamento adequado.
“A gravidade da queimadura depende do local e da profundidade da lesão. Em hipótese alguma tente retirar roupas ou objetos que estejam grudados na pele, não utilize produtos caseiros, como manteiga, pasta de dente, café ou sal, e jamais estoure as bolhas. Também não se deve aplicar gelo, pois o frio extremo pode irritar e agravar a lesão”, orienta o especialista.
Classificação das queimaduras
O médico explica que as queimaduras térmicas são causadas por fontes de calor, como fogo, líquidos ferventes, vapores, objetos quentes e até exposição intensa ao sol. Elas são classificadas de acordo com a profundidade:
1º grau – afeta apenas a camada superficial da pele;
2º grau – alcança as camadas mais profundas e provoca dor intensa;
3º grau – considerada a mais grave, atinge todas as camadas da pele e pode chegar até os ossos.
Cuidados com os fogos de artifício
Para reduzir o risco de acidentes durante as comemorações, algumas medidas de segurança são necessárias:
· Comprar fogos somente em lojas especializadas e certificadas, observando a validade e as condições de armazenamento
· Ler atentamente o rótulo e as instruções do fabricante
· Utilizar os artefatos ao ar livre, longe de pessoas, árvores, estruturas e da rede elétrica
· Dar preferência a modelos com base de encaixe para fixação no chão
· Nunca realizar experiências ou modificar explosivos
· Jamais tentar reacender fogos que falharam
· Não carregar artefatos nos bolsos, para evitar explosões acidentais
· Manter as crianças longe desse tipo de material
Mattos reforça que caso um acidente ocorra, a procura por ajuda médica deve ser imediata. “Se mesmo com todos esses cuidados um acidente acontecer, procure atendimento médico o mais rápido possível. Em alguns casos, o ferimento pode ser pequeno, porém profundo, necessitando de diagnóstico e tratamento corretos”, afirma o médico.
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