Durante despedida da filha, Manoel Marins cobrou autoridades da Indonésia por falta de segurança e estrutura na trilha
Durante o velório da publicitária Juliana Marins, de 26 anos, realizado nesta sexta-feira (5) no Cemitério Parque da Colina, em Niterói, o pai da jovem, Manoel Marins, fez um forte desabafo sobre a falta de estrutura e a demora no resgate da filha, que morreu após cair em uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia.
Manoel classificou o atendimento na Indonésia como despreparado e cobrou medidas de segurança básicas no trecho final da trilha onde ocorreu o acidente. “O caminho começa com 2 metros, vai afunilando. Uma coisa simples de fazer é colocar guarda-corpo nesse espaço. Ou pelo menos cordas dos dois lados para as pessoas se segurarem. Não tem isso lá”, afirmou.
Em tom de indignação, ele questionou a ausência de providências mesmo diante de acidentes anteriores. “Não custa muito dinheiro. Como é que nunca pensaram nisso diante de tantos acidentes? Precisava morrer Juliana? Precisava o pai da Juliana ir lá e falar isso? Não precisava de nada disso.”
Manoel comparou a trilha na Indonésia com experiências no Brasil e destacou que, mesmo em locais de menor estrutura, como a Chapada Diamantina, há mais cuidado com a segurança. “Lá na Chapada, nos locais difíceis, tem corda, e o guia nos ajuda. Isso deveria acontecer na Indonésia. Estou citando o Brasil, um país de terceiro mundo como a Indonésia”, disse.
LEMBRANÇAS – Além das críticas, Manoel compartilhou lembranças emocionantes da filha: “Ela foi uma criança muito meiga. E o sorriso, aquele sorriso das fotos era espontâneo, ela era assim. Quando acordava, a primeira coisa que dizia era ‘Oi, papi, tudo bem?’ e ‘Oi, mami, tudo bem?’.”
“Hoje, vindo para cá com a minha esposa, eu falei: ‘Já estou com muita saudade da Juliana’. Perguntei: ‘Será que algum dia a saudade vai diminuir?’. Não sei, mas ela está presente, principalmente no coração da gente”.
A família desistiu da cremação do corpo, que retornou ao Brasil na quarta-feira (2), e autorizou uma nova autópsia no IML Afrânio Peixoto, no Centro do Rio. O exame durou cerca de 2h30 e teve participação de dois peritos da Polícia Civil, um legista federal e o professor Nelson Massini, contratado pelos parentes.
A irmã da vítima, Mariana Marins, acompanhou o procedimento e voltou a criticar a lentidão no resgate. “Acredito que ela sofreu muita negligência nesse resgate. Foram quatro dias até encontrarem a Juliana. A gente vai continuar atrás das providências.”
Apesar da dor, Mariana destacou o alívio de ter o corpo da irmã de volta: “Tínhamos medo de que Juliana ficasse desaparecida. Pelo menos, agora ela está de volta ao Brasil.”
O velório de Juliana Marins segue aberto ao público até o meio-dia. O sepultamento será realizado ainda neste sábado (5).
Fonte: Tupi
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