Projeto está com 50% de conclusão e a transformação vai além do espaço público
As obras do Muvi, corredor viário expresso construído em São Gonçalo, valorizam em até 30% os imóveis impactados diretamente com a requalificação urbana na cidade. A afirmação é de Jorge Lima, especialista há 14 anos em mercado imobiliário e coordenador da Rede CIA (Consultores Imobiliários Autônomos).
O projeto, que vêm mudando a paisagem e o cenário urbano da cidade, tem feito com que proprietários de imóveis do entorno, principalmente do eixo central onde o projeto está sendo implementado, façam mudanças em suas fachadas com o objetivo de ‘padronizar’, aproveitando a nova visibilidade e seus benefícios.
“Houve vários aspectos de melhora no Muvi, como localização, iluminação e segurança. Não é nenhum exagero dizer que houve um peso de 25 a 30% na valorização dos imóveis. Não são todos que vão ter essa margem, mas na média, sim”, afirmou Lima.
Jorge explica ainda que a ‘nova cara’ da cidade incentiva a mudança em comerciantes, ampliando ou reformando, além de moradores que acabam migrando, saindo de outras cidades atraídos pelas novidades.
“Uma obra desse tamanho muda o comportamento de alguns proprietários, principalmente no ramo comercial. Já nos moradores, o efeito é de mudança da cidade onde eles vivem pra São”, concluiu o especialista.

No entorno do projeto, alguns proprietários já perceberam as mudanças e estão investimento em seus espaços, seja ampliando ou valorizando as fachadas. É o caso do maestro André Dy Souza, diretor de uma escola de música no centro do município. Segundo ele, as melhorias que o projeto trouxe para a região foram o pontapé para que ele pudesse modificar a entrada do estabelecimento.
“Mudei porque agora está mais bonito, pessoas passam pra lá e pra cá, então as obras do Muvi foram sim o estopim pra que eu pudesse melhorar a entrada. Muita gente nem sabia que a escola funcionava aqui, e agora estamos mais visíveis”, contou André feliz com a as modificações.
“É nosso dever entregar uma obra desse tamanho como o Muvi, e perceber que muita gente enxerga ali uma oportunidade de aumentar seus negócios, pensando na nova configuração da cidade. É isso que a gente espera que um projeto como esse”, disse o secretário de Estado das Cidades, Douglas Ruas.
Cidade modificada
Mais à frente, no bairro do Paraíso, administradores de uma casa de festas também perceberam a necessidade de fazer reformas com o objetivo de serem vistos. Daniel Ferreira, 28 anos, gerente do local, revela que como a rua passou a ficar movimentada, ele viu a necessidade da obra para conseguir mais clientes.
“Antes não era uma rua que passava carro ou tinha movimentação do trânsito. Depois que a obra passou, a gente percebeu que a nossa entrada tinha que mudar pra gente conseguir, de repente, uma clientela maior”, diz o gerente.
O comerciante Roberto Sodré de 52 anos tem uma pensão no bairro Porto da Madama há mais de dez anos. Ele precisou mudar o local do seu comércio por conta das obras e revela que, com a mudança e o movimento que o projeto trouxe para as ruas de São Gonçalo, se sente mais seguro de investir no crescimento do seu negócio.
“Me sinto mais à vontade para investir no meu comércio. Era uma rua morta, eu tinha uma clientela, mas não como estou tendo agora, porque virou uma via principal. Acredito que vai melhorar ainda mais”, contou o comerciante.
Segundo as informações, as obras do Muvi estão com 50% concluídas e seguem pela cidade com intervenções em drenagem, modificação no calçamento e nova pavimentação.
“Atualmente, os trabalhos se concentram no trecho 2, altura do bairro Porto da Madama, no sentido São Gonçalo, e no trecho 5, iniciado pouco depois do batalhão da PM. O equipamento vai ligar os Guaxindiba a Neves, cortando mais de 18 bairros, com 18 quilômetros de extensão e terá ciclovia, arborização e áreas de convivência”, afirmou a Secretaria .
Fotos: Divulgação