Aplicativo do TSE recebeu mais de 9,7 mil denúncias no domingo; problemas no transporte de eleitores também são apurados em cinco estados
O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 terminou com milhares de denúncias de possíveis irregularidades eleitorais e investigações da Polícia Federal (PF). Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (26), o aplicativo Pardal, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), recebeu 9.753 denúncias durante a votação de domingo (25). O número pode aumentar, já que a plataforma continua funcionando.
Entre as principais reclamações registradas estão casos de propaganda eleitoral irregular na internet, que somaram 1.938 denúncias no segundo turno. Ao longo dos dois turnos, o aplicativo acumulou 76.996 registros, relacionados a possíveis infrações eleitorais em diferentes regiões do país.
SUSPEITAS – A Polícia Federal também abriu procedimentos para investigar possíveis crimes eleitorais durante a votação. Em balanço divulgado às 19h de domingo, a corporação informou a instauração de seis inquéritos policiais, a lavratura de 57 termos circunstanciados de ocorrência e a condução de 71 pessoas. Naquele momento, havia ainda 13 ocorrências em análise por possíveis flagrantes.
Entre os casos apurados estão suspeitas de propaganda irregular e violação do sigilo do voto. Os registros foram distribuídos por diversos estados, incluindo o Rio de Janeiro.
TRANSPORTES – Outro foco das investigações envolve possíveis irregularidades no transporte público durante o segundo turno. A Polícia Federal apura denúncias relacionadas a dificuldades de deslocamento de eleitores no Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Piauí, Sergipe e Alagoas.
As autoridades buscam esclarecer se houve retenção ou ocultação de veículos e outras condutas que possam ter dificultado o acesso dos eleitores às seções eleitorais. Até o momento das informações divulgadas, havia um inquérito instaurado em Sergipe, enquanto os demais relatos permaneciam em apuração.
Os problemas de transporte também motivaram pedidos à Justiça Eleitoral para garantir o deslocamento dos eleitores. As denúncias, no entanto, ainda precisam ser investigadas para que sejam identificados eventuais responsáveis e confirmada a ocorrência de crimes.
A apuração dos casos cabe às autoridades competentes, em articulação com a Justiça Eleitoral e o Ministério Público. O registro de uma denúncia não significa, por si só, que houve crime comprovado.
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