Márcio Canella volta a ser preso e Marcus Amim vira alvo da PF em operação no RJ

Márcio Canella volta a ser preso e Marcus Amim vira alvo da PF em operação no RJ

Ação investiga suspeita de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis; ex-prefeito de Belford Roxo foi solto por decisão do STF e estava respondendo ao processo em liberdade

O ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil) foi preso em flagrante pela Polícia Federal em 7 de julho de 2026, após agentes encontrarem um fuzil calibre 5,56 em seu veículo durante a sexta fase da Operação Unha e Carne e voltou a ser preso nesta quinta-feira (15/10). Na mesma operação, o delegado Marcus Amim, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi alvo de mandado de busca e apreensão.

A investigação apura a suspeita de que uma organização criminosa utilizava uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro, com possível participação de agentes públicos. Segundo a Polícia Federal, as apurações apontaram movimentações financeiras superiores a R$ 7,6 bilhões em seis anos, conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Solto por Alexandre de Moraes

Após passar por audiência de custódia, Canella permaneceu preso inicialmente. No entanto, em 10 de julho, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou sua soltura, com aplicação de medidas cautelares.

Entre as determinações estão o uso de tornozeleira eletrônica, a entrega do passaporte e a suspensão do porte de arma. A defesa alegou que o fuzil encontrado no veículo pertencia ao policial responsável pela segurança do político e apresentou documentação sobre o armamento.

Marcus Amim

O delegado Marcus Amim, que ocupou o cargo de secretário de Polícia Civil durante o governo Cláudio Castro, também entrou na mira da operação. Na ocasião, agentes federais cumpriram mandado de busca e apreensão contra ele.

Amim havia deixado o comando da Polícia Civil em setembro de 2024 e, posteriormente, passou a atuar na área de segurança da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

A operação busca esclarecer a participação de agentes públicos no suposto esquema criminoso. Entre os possíveis crimes investigados estão organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal.

As suspeitas estão sob investigação, e a existência de seis mandados ou diligências não representa, por si só, comprovação de culpa dos investigados.

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