Edivan Felipe de Assis, de 46 anos, foi sepultado na tarde desta sexta-feira (29) no Cemitério São Miguel
Sob clima de protesto foi sepultado nesta sexta-feira (29), em São Gonçalo, o corpo de Edivan Felipe de Assis, de 46 anos, morto a tiros durante uma ação policial no Jardim Catarina, na manhã da última quarta-feira (27).
Familiares, amigos e moradores acompanharam a despedida em clima de tristeza e revolta. Edivan trabalhava como pedreiro e seguia para o trabalho em Niterói ao lado do colega Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, quando os dois foram mortos durante a ocorrência.
O repórter Mauro Júnior do São Gonçalo Vai Mudar acompanhou a despedida. Marcelo foi enterrado na quinta-feira (28), no Cemitério São Miguel. O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHSGNI).
RELEMBRE – Na manhã de quarta, policiais militares dispararam mais de 30 vezes contra Marcelo e o amigo, Edivan. Os pedreiros foram baleados e mortos quando estavam a caminho do trabalho em uma motocicleta, na Avenida Doutor Albino Imparato, a principal do bairro Jardim Catarina.
Segundo moradores, eles foram confundidos com bandidos. Uma testemunha, ainda, afirmou que não houve ordem de parada nem voz de prisão.
Em nota, a PM informou que, de acordo comando do 7º BPM (São Gonçalo), “um procedimento apuratório segue em curso para averiguar todas as circunstâncias na qual policiais militares atingiram dois homens em uma motocicleta, durante ocupação na localidade de Ipuca”.
“A Corporação lamenta a morte do Marcelo da Cruz Silva e do Edivan Felipe de Assis e ressalta que preza pela transparência de suas ações colaborando integralmente com as investigações do caso”, disse a Corporação, em comunicado.
A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) realizou a perícia e apreendeu as armas dos agentes do 7º BPM (São Gonçalo). O material será submetido a confronto balístico. Além disso, as imagens das câmeras corporais dos policiais já foram requisitadas. As gravações devem esclarecer a dinâmica dos fatos e o motivo de os agentes terem disparado tantas vezes contra os dois homens. Os agentes foram afastados das funções na corporação.
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