Profissionais de São Gonçalo discutem estratégias para atendimentos em saúde mental durante fórum

Profissionais de São Gonçalo discutem estratégias para atendimentos em saúde mental durante fórum

Cerca de cem profissionais de saúde e pesquisadores participaram da discussão sobre o tema 

Cerca de cem profissionais da área da saúde participaram do Fórum Municipal Intersetorial de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas no auditório da Universidade Estácio, em Alcântara, São Gonçalo, na tarde desta terça-feira (26).

Com o tema “Atenção à Crise na Prática: Diretrizes Técnicas para Atuação na Rede Intersetorial”, o evento promoveu diálogo com mesa de debates entre profissionais de saúde e pesquisadores na construção de estratégias mais abrangentes e inclusivas para o cuidado em saúde mental.

“Essa é uma temática que cresce cada vez mais em São Gonçalo, acompanhando o aumento e a complexidade das doenças psicossociais. Por isso, é fundamental promovermos fóruns como este, voltados à atualização e ao fortalecimento das equipes. A prática do cuidado precisa ser constantemente renovada e aprimorada no dia a dia. Muitas vezes, o paciente chega desorganizado emocionalmente, fragilizado ou até agressivo, e os profissionais precisam estar preparados para acolher, conduzir e oferecer o melhor atendimento possível. É sobre isso que vamos dialogar hoje: como garantir um atendimento mais humanizado, qualificado e respeitoso, da forma como todos nós gostaríamos de ser atendidos em qualquer unidade de saúde”, anunciou o subsecretário de Atenção Especializada, Vinícius Quintam, na abertura do fórum.

As palestras foram divididas em três temas. Todas relacionadas à atenção à crise em três diferentes públicos: adulto; crianças e adolescentes e de pessoas com demandas relacionadas ao uso de álcool e outras drogas. Os psicólogos e coordenadores de Caps municipais – Rodrigo Pereira e Joyce Antunes – palestraram sobre os temas. O encontro também contou com a participação de três usuários da rede de saúde mental, que compartilharam experiências de suas vivências relacionadas às abordagens discutidas, além de realizarem uma apresentação cultural. 

“Complementando o que o Vinícius falou sobre a humanização no atendimento e o cuidado na atenção à crise, também é fundamental reforçar a importância da técnica e da qualificação profissional em cada etapa do atendimento, seja na emergência ou nos Caps. Cada serviço tem suas particularidades e desafios e momentos como este são essenciais para trocarmos experiências, alinharmos condutas e fortalecermos uma assistência cada vez mais humanizada e preparada para acolher os usuários da melhor forma possível”, completou a coordenadora de Saúde Mental da rede municipal, Mariana Andrade.

Fotos: Luiz Carvalho

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