Secretaria de São Gonçalo passa a oferecer novo anticoncepcional de longa duração

Secretaria de São Gonçalo passa a oferecer novo anticoncepcional de longa duração

Implante subdérmico estará disponível em quatro unidades de saúde

Mais uma novidade será oferecida para as mulheres gonçalenses pela Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Gonçalo. A partir desta terça-feira, dia 10, o implante subdérmico anticoncepcional de longa duração estará disponível em quatro unidades de saúde: clínicas municipais gonçalense do Mutondo e Colubandê, Polo Sanitário Augusto Sena, em Rio do Ouro; e Unidade de Saúde da Família (USF) Luís Carlos Prestes, em Santa Catarina.  

Sem muitas restrições, o implante é colocado sob a pele no braço e libera o hormônio etonogestrel, prevenindo a gravidez por até três anos. Ele é indicado para mulheres em idade reprodutiva com dificuldade com outros métodos contraceptivos e contraindicação a estrogênios. Ele poderá ser colocado em mulheres de 14 a 49 anos que não estejam grávidas. Não é necessário exames prévios para as pacientes elegíveis. 

Para ter acesso, as gonçalenses devem procurar as USFs, clínicas ou polos sanitários mais próximos de suas residências e solicitar o agendamento para o implante anticoncepcional. “Se a paciente estiver dentro das indicações para o contraceptivo, elas terão que realizar o Planejamento Familiar e serão inseridas na fila da Central de Regulação”, explicou a coordenadora do Programa Municipal de Atenção Integral à Saúde da Mulher, Daiana Raposo.  

As pacientes em situação de vulnerabilidade de saúde terão prioridade na fila da Central de Regulação para o agendamento. São aquelas que convivem com o HIV, fazem tratamento para hanseníase, com problemas psiquiátricos com laudos e as que estão no período de pós-parto e aborto. O método é contraindicado para quem tem câncer de mama, trombose ou doença hepática grave, exigindo consulta médica detalhada para avaliação de histórico e exames. 

O anticoncepcional pode ser retirado a qualquer momento, antes do prazo de três anos de duração, e a fertilidade retorna normalmente. “É um método considerado eficaz no planejamento reprodutivo, é reversível e seguro. Ele impede a ovulação e dificulta a fecundação. Outra vantagem é não depender do uso diário de pílulas, como os anticoncepcionais orais”, contou a subsecretária de Saúde Coletiva, Thainá Fratane. 

A Secretaria também oferece outros métodos contraceptivos: preservativos externo e interno (camisinhas), DIU, anticoncepcionais orais e injetáveis. “Vale ressaltar que o novo método e outros contraceptivos só evitam a gravidez indesejada. Apenas o uso das camisinhas é que oferece proteção contra as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Por isso, é muito importante o uso combinado para evitar a exposição”, finalizou Thainá. 

Foto: Renan Otto

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