Evento teve objetivo de fortalecer a resposta integrada mais rápida
Após dois dias de muitas trocas e debates sobre a cooperação estratégica nas investigações criminais, a Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) concluiu o 2º Workshop Conexões Seguras. O evento, realizado nos dias 27 e 28 de agosto, na Cidade da Polícia, debateu a integração das forças de segurança pública com o judiciário, diferentes órgãos e instituições privadas.
No primeiro dia, os palestrantes debateram a integração das seguranças públicas e o judiciário, os desafios das boas práticas de compartilhamento de dados para fins de atividades de inteligência, o combate às fraudes e lavagem de dinheiro, além de segurança bancária e financeira.

Nesta quinta-feira, o público acompanhou painéis temáticos e apresentações de especialistas de empresas privadas com informações valiosas que irão auxiliar nas investigações criminais, como orientações sobre a melhor forma de fazer solicitações oficiais para ter a quebra de sigilo de dados. Além disso, os participantes ouviram sobre os desafios únicos das investigações criminais que envolvem criptoativos.
O evento foi encerrado com uma conversa sobre os limites constitucionais para a investigação digital com membros do judiciário. Os palestrantes analisaram o aumento da criminalidade cibernética e as medidas antiforenses, além das dificuldades com uma legislação branda.
Com o avanço da tecnologia, os criminosos têm encontrado novas maneiras de cometer delitos. As fraudes digitais são crimes cada vez mais sofisticados, frequentes e que estão em constante evolução. Para combater de frente com a complexidade tecnológica dos crimes digitais, é preciso de uma ação contínua e em colaboração entre as forças de segurança com o setor privados para desmantelar efetivamente essas redes criminosas.
Para o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, o evento marcou o compromisso da instituição em fomentar a parceria e integração entre as forças policiais, empresas privadas e o trabalho do judiciário para se ter uma maior agilidade na troca de informações para combater os crimes digitais. “A Polícia Civil está muito a atenta as consequências das fraudes digitais, que geram bilhões de prejuízo e podem acabar com a vida das vítimas. Enquanto não se têm um agravamento na legislação, é importante que se tenha uma qualidade grande nas investigações e colhimento de provas para fomentar uma pena cada vez maior”, explica.
Com mais de 300 participantes de 10 estados da federação, o evento teve como público-alvo os profissionais que estão envolvidos na área, incluindo policiais civis, militares, federais e penais, integrantes das Forças Armadas, especialistas em inteligência, representantes de instituições financeiras e membros do Ministério Público e do Poder Judiciário.
O workshop representou mais um marco na construção de uma abordagem moderna e integrada para a segurança pública e empresas privadas, sendo mais uma iniciativa promovida pela Polícia Civil para combater toda e qualquer modalidade de crime. Em março, no 1º Workshop, o tema central foi o combate às fraudes digitais. O evento se tornou referência na instituição e já contribuiu com diversas investigações e operações em andamento.
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