{"id":6071,"date":"2024-05-14T14:00:00","date_gmt":"2024-05-14T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sgvaimudar.com.br\/?p=6071"},"modified":"2024-05-14T08:36:58","modified_gmt":"2024-05-14T11:36:58","slug":"tres-chuveiros-para-700-pessoas-como-e-a-rotina-no-maior-abrigo-da-zona-norte-de-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sgvaimudar.com.br\/index.php\/2024\/05\/14\/tres-chuveiros-para-700-pessoas-como-e-a-rotina-no-maior-abrigo-da-zona-norte-de-porto-alegre\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas chuveiros para 700 pessoas: como \u00e9 a rotina no maior abrigo da zona norte de Porto Alegre"},"content":{"rendered":"\n<p>Os acolhidos recebem quatro refei\u00e7\u00f5es ao dia, roupas limpas e colch\u00f5es, mas precisam entrar em uma escala de hor\u00e1rio para higiene pessoal, j\u00e1 que banho quente \u00e9 limitado<\/p>\n\n\n\n<p>O maior abrigo para fam\u00edlias afetadas pelas enchentes da zona norte de Porto Alegre, o Centro Vida,\u00a0no bairro Rubem Berta,\u00a0conta com\u00a0cerca de 700 pessoas, entre adultos, crian\u00e7as e idosos, que est\u00e3o convivendo em um grande galp\u00e3o e tendo que se adaptar a uma nova realidade. Nesta segunda-feira (13), equipes de reportagem estiveram no local e acompanharam  parte da rotina dessa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"495\" height=\"459\" src=\"https:\/\/sgvaimudar.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/RS1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6073\" srcset=\"https:\/\/sgvaimudar.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/RS1.jpg 495w, https:\/\/sgvaimudar.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/RS1-300x278.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 495px) 100vw, 495px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o conta com o trabalho da\u00a0Adra Brasil, ag\u00eancia humanit\u00e1ria\u00a0com experi\u00eancia internacional ligada \u00e0 Igreja Adventista. A ONG j\u00e1 prestou trabalhos em crises recentes como na Venezuela e <\/p>\n\n\n\n<p>Ucr\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Coordenador regional da ag\u00eancia, Cristiano Freitas est\u00e1 \u00e0 frente de quatro grandes abrigos na Capital, entre eles o Centro Vida. Em 2019, trabalhou na crise migrat\u00f3ria de venezuelanos ao Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Aqui a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 pior porque pegou todo mundo de surpresa. Na Venezuela, eram muitas fam\u00edlias, muitas tinham casa, mas n\u00e3o tinham o que comer e buscavam novas oportunidades. Estavam tranquilas. Conseguimos ajudar milhares de pessoas, encaminhando para empregos, pagando tr\u00eas meses de aluguel &#8211; explica o volunt\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O gin\u00e1sio lotado do Centro Vida remete a cenas de um abrigo para refugiados de guerra.\u00a0No ch\u00e3o, colch\u00f5es est\u00e3o posicionados lado a lado, com poucos cent\u00edmetros de dist\u00e2ncia. A maior parte dos abrigados \u00e9 composta por\u00a0moradores de bairros como Sarandi, Anchieta e Navegantes. Venezuelanos e Haitianos est\u00e3o entre eles.<\/p>\n\n\n\n<p>O principal desafio para organizar a conviv\u00eancia envolve quest\u00f5es sanit\u00e1ria e de lazer. Segundo Freitas, atualmente\u00a0o Centro Vida possui apenas tr\u00eas chuveiros com \u00e1gua quente. Os demais sofrem com a falta de press\u00e3o da \u00e1gua, oferecendo apenas banhos gelados.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Estamos longe do ideal, estamos apenas sobrevivendo &#8211; avalia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para viabilizar o banho de 700 pessoas com apenas tr\u00eas chuveiros, uma\u00a0escala de hor\u00e1rios, das 8h \u00e0s 22h, foi organizada, primeiro, para mulheres e crian\u00e7as, depois, para os homens. Sempre h\u00e1 fila.<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoas acolhidas no Centro Vida destacam a oferta de<strong>&nbsp;quatro refei\u00e7\u00f5es ao dia<\/strong>: caf\u00e9 da manh\u00e3, almo\u00e7o, caf\u00e9 da tarde e janta. Dormir, no entanto, tem complica\u00e7\u00f5es. Apenas parte das luzes \u00e9 apagada por volta da meia-noite.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Aqui n\u00e3o tem como dormir, por causa da luz. S\u00e3o tr\u00eas da manh\u00e3 e est\u00e1 claro, tem crian\u00e7as correndo &#8211; relata a venezuelana Luz Ordones, que, h\u00e1 dois anos em Porto Alegre, morava com o marido e quatro filhos em uma casa que a fam\u00edlia tinha comprado no bairro Sarandi.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem contar com lavanderia,\u00a0resta aos volunt\u00e1rios distribu\u00edrem novas pe\u00e7as de roupas diariamente. As sujas s\u00e3o armazenadas para o momento que for poss\u00edvel lavar. Pe\u00e7as encardidas ap\u00f3s muito uso ss\u00e3o descartadas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 relatos de abusos ou viol\u00eancia no local, ao contr\u00e1rio de queixas sobre furto de celulares e carregadores. A reportagem testemunhou um epis\u00f3dio e a a\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a privada. Um homem que n\u00e3o usava a pulseira de identifi\u00e7\u00e3o do abrigo foi imobilizado e retirado \u00e0 for\u00e7a. Testemunhas disseram que ele vinha levando \u00e1gua e doa\u00e7\u00f5es para vender fora.<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio \u00e0 nova rotina de conviv\u00eancia for\u00e7ada com centenas de estranhos no maior abrigo da Zona Norte de Porto Alegre, alguns acolhidos tentam personalizar seu pequeno espa\u00e7o. \u00c9 a situa\u00e7\u00e3o do casal Luiz Carlos e Selmira de Vargas, moradores do bairro Navegantes. O capricho de pequenos vasos de flores demonstram a for\u00e7a de vontade de manter um ambiente aconchegante.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Ganhei ontem de dias das m\u00e3es &#8211; fala Selmira, emocionada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como ajudar<\/h2>\n\n\n\n<p>O\u00a0Centro Vida aceita a doa\u00e7\u00e3o de bombas pressurizadoras de \u00e1gua, para ampliar a oferta de chuveiros quentes. Outro\u00a0desejo dos organizadores \u00e9 criar um espa\u00e7o de lazer, com mesas de jogos, jogos de tabuleiro e uma sala de TV para entreter sobretudo as crian\u00e7as.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Quem deseja colaborar consegue informa\u00e7\u00f5es pelo site: https:\/\/adra.org.br da organiza\u00e7\u00e3o Adra Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Reportagem de GZH<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os acolhidos recebem quatro refei\u00e7\u00f5es ao dia, roupas limpas e colch\u00f5es, mas precisam entrar em uma escala de hor\u00e1rio para&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":6072,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-6071","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sgvaimudar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6071","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sgvaimudar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sgvaimudar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sgvaimudar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sgvaimudar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6071"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sgvaimudar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6071\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6074,"href":"https:\/\/sgvaimudar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6071\/revisions\/6074"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sgvaimudar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6072"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sgvaimudar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6071"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sgvaimudar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6071"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sgvaimudar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6071"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}